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15 razões pelas quais ‘Smash’ não deveria ter sido cancelada

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Smash: série musical que conta a história dos bastidores de Bombshell, musical da Broadway sobre a diva Marilyn Monroe. O enredo, que no começo parecia promissor, e um tanto quanto encantador, foi se transformando em um problema para a rede americana NBC, que apesar da genialidade do programa, não conseguia obter o retorno esperado na audiência. Resultado?  Smash foi cancelada.

O último episódio da série foi ao ar nos EUA nesse último domingo, 26, e o TeleSéries traz para vocês 15 das razões pelas quais esse “estouro” não deveria ter sido cancelado.

15ª – Anjelica Huston nunca se encaixou tão bem em um papel como no de Eileen Rand.

Nem Morticia Adams engrandeceu tanto o talento de Anjelica Huston: em Smash, a atriz interpreta um papel único. Uma mulher forte, interessante e com um jogo de cintura invejável – essa é Eileen Rand, a produtora de Bombshell. A presença de Eileen se torna mais marcante a cada episódio, e o espaço crescente conquistado pela personagem na série com certeza se deu pelo trabalho incrível de Huston. Muitos pagariam caro para continuar vendo Anjelica Huston no papel de Eileen, eu incluída.

14ª – A química entre Anjelica Huston, Jack Davenport, Debra Messing e Christian Borle, enquanto atores, é perfeita.

Quem não vai sentir falta das discussões no escritório da Eileen ou do quarteto observando com olhar profundamente crítico seus atores fazerem o trabalho? Pois então. Os quatro atores desenvolveram suas personagens de modo que a relação entre eles, mesmo quando tensas e estritamente profissionais, é linda. Huston, Davenport, Messing e Borle conhecem profundamente como o meio das artes funciona – dado o fato de serem atores reconhecidíssimos e de carreiras nada irrelevantes – e transmitem brilhantemente esse conhecimento para o trabalho em Smash.

13ª – Megan Hilty e Katharine McPhee foram incríveis como Marilyn Monroe.

Um personagem dentro de um personagem. Meio complicado, não? Mas elas conseguiram, e com maestria, apesar de seus nomes não as precederem. Ivy Lynn e Karen Cartwright foram personagens teoricamente simples, mas as atrizes souberam trazer o necessário para que fossem percebidas e amadas pelo público, além do fato de suas representações múltiplas: Para Megan, Marilyn, Cecile e Ivy; para Katharine, Marilyn, Amanda e Karen. Trabalho triplo não é pra qualquer uma.

 

12ª – Onde está o Ellis?

O personagem mais odiado pelo fandom de todos os tempos não teve um fim convincente. Ellis foi expulso no fim da primeira temporada, fez uma participação mínima na segunda, mas ainda não se sabe exatamente quais eram as reais intenções dele e, se eram tão fortes assim pra que fizesse o que fez, por que razão um “puxão de orelha” o fez desistir. Digo, a Eileen não é a única produtora da Broadway.

11ª – Houston-Levitt não teve tempo de produzir Gatsby.

Na metade final da segunda temporada, Gatsby foi um grande marco na vida dos parceiros: fazer o musical era o sonho de Tom, Julia tentou – como forma de salvar seu ‘casamento’- engrenar o projeto, mas só gerou mais confusão. No finale, como visto, Julia e Tom voltam a ser Houston-Levitt, mas NADA do tão esperado marco na relação. Gatsby seria um grande campo a ser explorado pela série (apesar do filme recente), talvez para uma quarta ou quinta temporada.

10ª – Não existem vilões, apenas razões.

Apresentada como vilã, temos a Ivy, que era pra ser megera mas deu a volta por cima, e não do jeito clássico. Ivy não precisava reconhecer seus erros ou repará-los, pois todos eles tinham motivos muito fortes para a personagem – o que aconteceu foi uma mudança no ponto de vista da própria história: tira-se a perspectiva da mocinha Karen e abre-se um pouco mais a visão do espectador, mostrando razões bastante convincentes para os atos de nossa eterna Broadway Marilyn.
Além da Ivy, temos o Dev, que trai a Karen e vira ‘vilão’ no fim da primeira temporada; o Ellis, que adora complicar a vida alheia; e o Jerry, coitada da Eileen, que só tenta puxar o tapete da produtora. Todos eles têm seus motivos pra serem “maus”, rejeição e busca pelo sucesso sendo os dois principais, mas nenhum deles é o vilão característico que ainda vive em algumas histórias, sendo mau por ser mau. E mesmo vilões, muitas vezes torcemos por eles, o que mostra que as personagens retratam seres humanos – cada um com seus defeitos -, anti-vilões e anti-mocinhos, que só buscam por seu lugar ao sol.

9ª – As personagens tem visibilidade balanceada.

Dizer que uma personagem não é mais importante que a outra é burrice, mas convenhamos: como poucas séries atualmente, Smash consegue, em um episódio, mostrar e explorar razoavelmente cada personagem ativa naquele momento da série. Enquanto parte da história, nenhuma personagem é desimportante, mesmo as mais secundárias têm o seu lugar, e a organização da série, nesse aspecto, é notável.

8ª – O talento da Ana ainda não foi completamente explorado.

Ana é uma personagem estreante na segunda temporada, e o fato de ficar à margem da protagonista faz com que o brilho de sua estrela fique um tanto ofuscado. Isso não quer dizer que Ana não seja talentosa, pelo contrário: depois de suas performances de ‘If I Were a Boy’ e ‘Reach for Me’ ficou mais do que provado que, se houvesse oportunidade, a mocinha poderia até roubar o lugar de Karen. Como isso não aconteceu, o talento da moça acabou sendo menos explorado do que deveria. Acho até que ela poderia estrelar Gatsby, trabalhar com o Tom e a Julia. Ótima ideia, não?

 

7ª – As participações especiais são realmente especiais.

Uma Thurman, Jennifer Hudson, Liza Minelli e Nick Jonas, entre outros. Talvez nem todos esses nome soem muito bem aos ouvidos de vocês, mas não se pode negar que são nomes de peso e que, cada um a seu modo, enriqueceu a série. ‘Uma Thurman as Rebecca Duvall’ foi sensação, com certeza, e fez a melhor versão de ‘Dig Deep’ que poderia ser feita.

Lyle, personagem de Nick Jonas, também foi fundamental para Bombshell: sem seu dinheiro, o que seria de nosso grande show? Além do que, a sua versão de ‘Haven’t Met You Yet’ é ótima e a participação em ‘I Never Met a Wolf Who Didn’t Love To Howl’ dá todo um charme à música, convenhamos.

Jennifer Hudson também acrescentou muito à história no papel de Ronnie Moore, atriz experiente e, diga-se de passagem, talentosíssima da Broadway que ajuda Derek a lançar a carreira de Jimmy e Kyle. Suas performances de ‘I Can’t Let Go’ e de ‘I Got Love’, principalmente, foram pontos altos de sua participação marcante.

E mesmo a participação da diva Liza Minelli, que foi curtinha, só para fazer a Ivy feliz, teve sua grande importancia. Afinal de contas, é Liza Minelli! E cantando, ainda!

Com participações dessa ordem, imagine o que se poderia esperar das participações para as próximas temporadas!

6ª – E Hit List, como fica?

Após a trágica morte de Kyle e a prisão de Jimmy no finale, como é que Hit List fica? Não é possível que um musical cujo co-autor está na cadeia possa se encaminhar sem polêmicas – principalmente quando a estrela do show é a namorada do problemático jovem senhor. As polêmicas dos bastidores de Hit List COM CERTEZA seriam ótimo material para uma próxima temporada.

 

5ª – E Bombshell, como fica?

Com a revelação da gravidez de Ivy, teremos MUITA novidade a ser explorada em Bombshell para uma terceira temporada de Smash. Quem será a substituta da estrela Ivy Lynn, agora que não existe mais Karen Cartwright em Bombshell? Como será feita a escolha? Como será que Ivy lidará com o afastamento de seu sonho, mesmo que temporário? Muitas perguntas que poderiam ser proveitosamente utilizadas para uma continuação da série.

 

4ª – Precisamos de mais Ivy e Derek, agora como o casal que eles sempre foram.

Ivy e Derek, negue quem quiser, é o casal que já foi ‘shippado’ por TODOS os Smashers desse planeta. Desde o primeiro momento havia amor ali – amor mesmo, não só paixão. AMOR -, que só foi confirmado no finale com a dedicatória do Derek quando ganhou o Tony. Agora que o casal espera um filho, a relação séria deles é algo que deveria ser explorado, algo que é crime ficar perdido do jeito que vai com o fim da série, porque o amor deles, apesar de tudo, é verdadeiro e muito lindo. Fora isso, tem todo o lance de mostrar como é que o casal vai lidar com o bebê no meio artístico LOUCO no qual eles vivem, o que seria bastante interessante, concordam?

3ª – A trilha sonora é perfeita demais para não ser continuada.

Quem aí não se emocionou com ‘Let Me Be Your Star’ ou vibrou com ‘Mambo’ e sua coreografia? Quem não amou o Tom cantando ‘Don’t Say yes Until I Finish Talking’ e não delirou com a performance da Ivy de ‘They Just Keep Moving The Line’? Duvido alguém negar que se emocionou com ‘Broadway, Here I Come’ ou com ‘Caught in the Storm’. Pois então: são músicas desse cacife que não serão mais produzidas com o fim de Smash. Não teremos mais as performances incríveis do elenco com essas músicas maravilhosas e contagiantes, então, sim, a trilha sonora é um dos principais motivos pelos quais a série deveria continuar no ar. Se já fizeram todas essas músicas, com tantas coreografias incríveis, imagine o que nos esperaria numa terceira temporada!

 

2ª – Smash é, das séries musicais já produzidas, uma das mais adultas e maduras.

Smash é uma das séries que tem o dom de mostrar a vida de artista sem fantasiar demais, mostrando que atores, dançarinos e cantores são seres humanos como quaisquer outros, que sofrem, amam, passam dificuldades e alegrias, que erram e acertam e que não necessariamente são modelos e nem as piores pessoas do mundo quando cometem erros. Nada de idealização de artistas, ao contrário, o que acontece é a humanização dessa classe através principalmente das personagens de Megan Hilty e Katharine McPhee.
Fora isso, temos também a mensagem da importância do teatro ao vivo numa época em que tudo é assistido pela TV ou pela internet. A importância da interação do espectador com a arte, a beleza da coisa feita no momento, de ver algo sendo feito aos poucos, uma diferença a cada repetição, algo não fabricado e reproduzido fielmente de novo e de novo, como na arte gravada. A beleza bruta das artes é o que a série incentiva o espectador a buscar, uma beleza quase perdida nos dias de hoje.

1ª – Não assistimos a Bombshell inteiro!

Vimos o musical ser construído, mas e o resultado final? Quando poderemos ver? A resposta, provavelmente, é ‘nunca’. Mas acho que nós, como Smashers fieis, deveríamos ter esse direito, sim? E por que não começarmos uma campanha online pela real produção de Bombshell? Não é como se fosse dar muitos gastos, visto que grande parte do material do musical já está pronto por causa da série. Com o cancelamento, as probabilidades de o sonho “‘Bombshell’ on Broadway” não se concretizar aumenta vertiginosamente, e é um pecado um musical como Bombshell ficar parado, esquecido porque a série foi cancelada. Acho que o assassinato iminente do musical é a maior razão pela qual Smash não deveria ter sido cancelada. O trabalho dos produtores, dos roteiristas e dos escritores/músicos é muito bom para ser desperdiçado dessa forma.

Depois de todas essas razões, um apelo – NBC, volte atrás! – e uma oração pela alma de Smash. Adeus, fenômeno. Sua falta será sentida.

 

Séries citadas:

Futura jornalista. Medrosa e sonhadora que só. Escritora de margem de caderno, adora os Beatles, filmes e livros em geral. Fácil de agradar. Sitcoms são o melhor acompanhamento para as refeições e o resto das séries, para qualquer horário livre. Doida de pedra e antissocial, nerd até à medula. Apaixonada pelas culturas britânica, hindu e hippie. Sintam-se à vontade pra me amar.

Website: http://tempoedimensoesrelativasempalavras.wordpress.com/

27 Comments

  1. Marr Moreira

    Achei ofensivo você afirmar que todo MUNDO shippou o casal Ivy e Derek, sendo que a maioria do público sempre torceu desde sempre para Karen e Derek ficarem juntos no final.

  2. Aline Risonete

    Krysta Rodriguez é uma atriz de sucesso em musicais,ela fez a Wednesday no musical da Família Addams

  3. JGRS

    Pode ser que alguem apareça com 15 motivos que justifique cancelar SMASH? E olha que há, tambem.

  4. GabrielaCeruttiZimmermann

    Concordo com tudo que foi dito. Sentirei saudades de Smash, mas ficarei feliz se não precisar sentir. ;)

  5. Rafahvictor

    e nem hit list….. podiam fazer um ep final agora com as duas produções!

  6. Pingback: 'Smash' troca de canal no Brasil - Boa Informação

  7. Bruno Di Maio

    A maior decepção dos últimos anos em relação à séries. Um absurdo =(

  8. Ariela Santos

    Amo Smash e também acho que a seria não deveria ter acabado.
    Smash sempre ficara guardado dentro da minha memoria.

  9. Anderson Luiz

    Deixar meu mimimi registrado: era pra Ana ter performado “I’m Not Sorry” e ter ganhado aquele Tony.
    Sdds Smash.

    PS: Também queria ver Bombshell inteira….e Hit List também.

  10. fabiana

    eu achei um absurdo eles terem acabado com este serial maravilhoso, nunca vi um seriado musical tão bom quanto este. precisamos necessitamos saber como sera o hit list

  11. Jennifer Saivan

    Foi uma puta sacanagem que fizeram, tantas coisas legais tinham por vim, cara, não sabe como fiquei decepcionada :(

  12. Pingback: Sintonia – O (Re)Início/Cronologia das Séries Musicais

  13. Ana Luiza

    poxaaa! acabo de sair de uma mega maratona de smash no netflix… aiii saudade de ter mais um episódio pra ver.
    E concordo em tudoooo!! Apesar de ser notória a queda da qualidade dos números musicais, às vezes era meio chatinho na 2ª temporada, a série se manteve fiel ao propósito, cheia de reviravoltas. O número musical de abertura do último episódio deu vontade de chorar, muito lindo, resume muito bem tudo.
    E tanto ainda ser explorado que é uma pena ver todo esse potencial se fechar completamente!!!! #ripsmash

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