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15 Razões

15 razões para assistir ‘Girls’

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Girls é uma série da HBO que estreou em 2012 e já chamou a atenção pelo argumento: garotas em Nova York. De cara achamos que seria uma nova versão de Sex and the City, mas não fomos correspondidos. E não encaramos como decepção, pelo contrário. A série de Lena Dunham trouxe uma história tão refrescante e ao mesmo tempo madura que se tornou hit mesmo sem lembrar (a não ser pelo pôster no quarto da personagem Shoshanna) a série de Carrie Bradshaw. Com duas temporadas na bagagem e uma terceira a caminho, o Teleséries te apresenta 15 razões para você odiar o fato de ainda não estar assistindo Girls.

15- Não é uma série só pra meninas

Apesar do nome, Girls não é uma série só para a audiência feminina. Ao abordar a vida das quatro amigas que moram em Nova York, a história  apresenta questionamentos que transcendem questões de gênero. Os problemas de Hanna, Shoshanna, Marnie e Jessa podem ser os problemas de qualquer um. A forma como o roteiro os aborda é que faz a série ser tão humana: não há resoluções incríveis nem aqueles desfechos que só acontecem em cinema – cada uma delas resolve e sofrem seus próprios problemas.

14- Girls é bem realista

É justamente por não apresentar desfechos mirabolantes que a história nos traz uma identificação com cada personagem. Não tem príncipe no cavalo branco, não tem herança milionária pra resolver tudo. Os problemas das quatro garotas são problemas comuns, como ter que procurar emprego, não estar satisfeito com o trabalho, não ser valorizado pela pegação, não se encaixar nos padrões de beleza nem de comportamento. Qualquer um de nós poderia ser uma das Girls.

13- Nem 19, nem 30

A época da vida retratada na série é pouco explorada na ficção. Ou nos seriados se é adolescente do high school, ou se é adulto e já tem emprego. Os vinte e poucos anos das meninas parece o limbo da dramaturgia exatamente por não ser muito explorado. Aí reside muito da originalidade da série.

 12- Elenco afiado

Lena Dunham, Allison Williams, Jemima Kirke e Zosia Mamet são as quatro personagens principais do programa, que não daria tão certo se não fosse pela química entre elas. A atuação delas como amigas é tão natural que nos faz acreditar que são amigas mesmo fora das telas. Até devem ser, visto que Jemima já trabalhou no filme de Lena, atuando ao lado da também produtora e diretora.

11- Os boys

O elenco regular das duas primeiras temporadas conta também com um time de garotos que não decepciona. Adam (Adam Sackler), Ray (Alex Karpovsky, que também atuou com Lena em seu filme Tiny Forniture) e Charlie (Christopher Abbott) são os affairs de Hanna, Shoshanna e Marnie, respectivamente, mas passam longe de ser só degrau para as meninas. Com uma química também muito boa, os boys mostram como é difícil lidar com o sexo oposto, e muitas das vezes, com eles mesmos.

10- Adam

Um dos garotos da série, o par de Hanna ganhou sua própria storyline, grande parte por conta do talento do ator Adam Sackler. O esquisitão que de início odiamos, dá um twist na série e se torna um dos personagens mais carismáticos e profundos. Muita gente termina a primeira temporada querendo um Adam só pra si.

9- Charlie

Charlie é lindo. Apenas.

8- Jessa

Jessa também é linda, mas a atriz Jemima Kirke dá mais do que só beleza para a personagem. Adoramos não gostar de Jessa, pra depois invejar seu lifestyle. Desprendida de tudo, a moça é tão despreocupada que nos faz lembrar do quanto somos estressados com tudo. O jeito hippie da personagem dá um respiro para todas as histerias das outras meninas.

 

7- As participações especiais

Se o elenco regular arrasa, as participações especiais não ficam pra trás. Chris O’Dowd (de The It Crowd e Bridesmaids) dá o ar da graça em alguns episódios e nos diverte só pela presença. O ótimo Andrew Rannells (de The New Normal) interpreta o ex-namorado gay de Hanna e nos proporciona cenas divertidíssimas na segunda temporada (como no episódio da festa do ecstasy) e Patrick Wilson mostra como roubar a cena com o seu charme em um dos episódios.

6- Os pais de Hannah

Os únicos personagens realmente adultos da série são os responsáveis por jogar Hannah no mundo adulto ao cortar sua mesada logo no episódio piloto. As reações perante as infantilidades da garota são muito divertidas, e não há como não lembrar dos nossos próprios pais ao vê-los na série.

5- A liberação sexual

Para bom entendedor, a série é feminista, ao trazer a nudez recorrente da personagem de Lena Dunham, que foge à ditadura da beleza feminina. Mas para um ótimo entendedor, a série é humanista, já que sufoca o ranço sexista que ainda nos permeia através do comportamento sexual liberal dos personagens. A nudez de Lena Dunham tem um significado bem mais além do que a bunda de Robb Stark em GoT. A exposição do corpo da personagem gordinha traz todo um questionamento de padrão de comportamento e estético. É por isso que Lena ficou tão brava quando soube de uma paródia pornô de sua série, que seria realizada por uma produtora de filmes adultos, que erotiza e objetiviza o corpo feminino. A série tem um posicionamento contra todo tipo de preconceito e sexismo.

4- A trilha sonora

Girls nos surpreende constantemente com a trilha sonora. Seja por dar sentido a hits do momento, como quando uma Hanna drogada escuta  I love it da Icona Pop na boate, ou canta Dancing on my Own da Robie sozinha no quarto, como também nas  interpretações de clássicos da geração dos anos 90, vide Wonderwall na cena da banheira, com Jessa.

 3- Shoshanna

A personagem a princípio mais destoante do seriado foi bem criticada no início da série. Por ser mais nova e a virgem do grupo, pensamos estar lidando com uma Charlotte de Sex and the City sem as roupas caras. Porém o personagem foi conquistando espaço e mostrando ser o mais coerente entre as meninas, não desviando de seus objetivos no decorrer da temporada. Nem a posterior traição nos fez duvidar da integridade da personagem, só servindo para questionarmos como todos estão passíveis ao ato. Ah, e claro, temos a cena de Soshanna usando crack. Já vale a posição nessa lista.

2- Marnie

Todas as nossas chatices, indecisões e inseguranças personificadas em um personagem. Gostamos e odiamos. Marnie é tão necessária para a série quando a própria Hanna. Insatisfeita com o emprego, indecisa com o namoro vai e volta, com paixonites pelo caminho e sonhos quase absurdos, é só uma garota com problemas comuns. Todo mundo tem um pouco de Marnie. Uma pena que todos não temos também a sua beleza.

1-      Lena Dunham

Não citamos a personagem, mas a atriz. Isso porque Lena é a responsável pela série: além de atuar, roteiriza, produz e dirige episódios de Girls. A multitalentosa artista já foi referida pela revista Rolling Stone como a voz de uma geração, por tratar com tanta naturalidade, humor e perspicácia as questões entorno da vida de quem tem vinte e poucos anos. Ao mesmo tempo em que é direta ao ponto, é dotada de uma sensibilidade enorme para perceber na normalidade a inspiração para a ficção. Daquelas pessoas de quem queríamos ser amigos.

Séries citadas:

2 Comments

  1. Raquel Perez

    Muito boa sua matéria, Matheus. Hoje sou uma fã incondicional da série. Não curti muito a primeira temporada, mas a segunda arrebentou e me conquistou definitivamente.

  2. Pedro

    Um motivo para não ver Girls: É uma bosta! A pior série que eu já vi na minha vida (e olha que eu já vi quase 200 séries)!

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