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Memória

10 anos de Jack Bauer e 24 Horas

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Séries e dias são parecidos. Pois é, assim como as séries, há DIAS e dias. Alguns são mais intensos, tem aqueles que não queríamos que terminassem nunca, já outros são dignos de serem deletados da nossa memória.

Na história das séries, o dia 6 de novembro de 2001 é um dos que entraram para a seleta lista das datas marcantes, pois estreava nos EUA 24! Ou, como ficou conhecida aqui no Brasil, 24 Horas

E lá se vão 10 anos! São 120 meses. Ou se preferir pode dizer que se passaram 3652 dias. Mas para ficar mais dentro do enredo que tal contarmos 87648 horas?

Seja como for, não poderíamos deixar esse mês passar sem voltarmos no tempo, relembrarmos esse sucesso e comemorarmos aquela primeira hora que foi ao ar em 6 de novembro de 2001.

8 dias na vida de Jack Bauer

8 dias na vida de Jack Bauer

Era uma vez….

Jack Bauer (Kiefer Sutherland) é diretor da Unidade Antiterrorismo de Los Angeles, a CTU. Ele é casado com Teri (Leslie Hope) com quem tem uma filha, a adolescente Kimberly (Elisha Cuthbert).

É meia-noite e uma partida de xadrez entre pai e filha parece uma boa pedida para encerrar mais um dia. No entanto, pouco tempo depois… Enquanto Kim foge de casa pela janela, Jack é avisado que o senador David Palmer (Dennis Haysbert), candidato à presidência dos EUA, precisa ser protegido de um atentado terrorista. O grupo terrorista sequestra Teri e Kim. Para libertá-las ele quebra diversas regras da CTU que lhe rendem a perda do cargo. Descobre-se que os ataques são liberados pelos irmãos Drazen que querem se vingar de Palmer e de Jack que estiveram a frente da Operação Anoitecer que matou membros da família Drazen. Kim é seqüestrada novamente, enquanto Jack descobre que tem um traidor em sua equipe e tem que impedir o plano dos Drazen. Bandidos mortos. Kim é salva. Teri é assassinada por Nina Myers (Sarah Clarke), a agente infiltrada.

Um ano e meio depois, Palmer é presidente dos EUA e Bauer está afastado de suas atividades na CTU e de sua filha Kim, que agora trabalha como babá para uma complicada família. Até que um dia… A ameaça de uma bomba nuclear traz Jack de volta a ativa. George Mason (Xander Berkeley), chefe da CTU é contaminado por radiação e seu cargo é assumido por Tony Almeida (Carlos Bernard). Enquanto Palmer lida com conspirações políticas e a ex-mulher, Bauer tem que se aliar a Nina para descobrir a localização da bomba. George se sacrifica e explode junto com a bomba e Bauer fica vivo para evitar uma guerra.

Três anos se passam e as eleições se aproximam. No dia do debate pela presidência, traficantes ameaçam espalhar um vírus letal e a CTU tem que impedi-los. A missão fica por conta de um Jack viciado em heroína, que é Diretor de Operações de Campo, tem Chloe O’Brian (Mary Lynn Rajskub) como assistente e é parceiro de Chase Edmunds (James Badge Dale), namorado de Kim, que agora também trabalha na CTU. Tony continua a frente da CTU e está casado com Michelle Dessler (Reiko Aylesworth), a segunda no comando da organização. Depois de algumas decisões difíceis como Jack matar Nina, Palmer desistir das eleições, Chase e Kim deixarem a CTU e Tony ir para a cadeia por traição ao país… o dia está salvo.

Dezoito meses depois, Bauer tem que salvar o novo Secretário de Defesa James Heller (William Devane) e sua filha Audrey Raines (Kim Raver) das mãos de terroristas. O dia termina com Bauer tendo que forjar a própria morte para fugir de chineses vingativos.

Lá se vai mais um ano e meio e os EUA têm Charles Logan (Gregory Itzin) como um presidente de caráter duvidoso. Várias baixas na CTU, Michelle e Tony são mortos. O ex-presidente Palmer é assassinado e Bauer tem que provar sua inocência e explicar sua falsa morte para Kim. Ah, sim, ele também deve proteger o país da ameaça química, o gás nervoso e ajudar a depor o presidente. Mas não consegue se livrar dos chineses dessa vez e acaba sequestrado.

Vinte meses mais tarde, enquanto uma onda de atentados terroristas instaura uma neurose nos norte-americanos, um novo Palmer está no poder, é Wayne Palmer (D. B. Woodside), irmão de David. Bill Buchnanan (James Morrison) está a frente da CTU. Já Jack depois de tanto tempo em cativeiro e passando por torturas retorna para os EUA como barganha política. E após fugir Bauer tem a missão de parar os ataques árabes, lidar com o retorno do próprio pai e salvar o dia novamente.

Três anos depois Jack está em Sangala, na África em uma guerra civil e Allison Taylor (Cherry Jones) é a nova presidente norte-americana. Maios ou menos dois meses depois temos um ataque cibernético seguido de uma ameaça de contaminação por gás. Tony está de volta. A CTU não existe mais e Jack recebe ajuda “clandestina” de Chloe e Bill e da agente do FIB Renee Walker (Annie Wersching). Bill morre e Kim volta para ajudar o pai.

Passados um ano e meio, Jack vive feliz sua nova condição de vovô, Kim teve uma menina que chamou de Teri em homenagem a mãe. A CTU está de volta, reestruturada. Taylor tentar um acordo de Paz que desembocaem atentados. E lá vai Bauer salvar o dia… Mas quem pode se salvar de Jack e sua busca por justiça/vingança? E Jack poderá se salvar agora?

Dezenas de personagens marcantes passaram pela série

Dezenas de personagens marcantes passaram pela série

…e então…

No dia 24 de maio de 2010, depois de oito eletrizantes dias/temporadas, era transmitido nos EUA o episódio final de 24 Horas!

Um seriado que virou fenômeno e ganhou milhares de fãs e diversos prêmios. Ao todo 24 Horas teve 192 episódios. A 7ª temporada foi adiada devido a greve dos roteiristas e o hiato forçado deu origem ao filme para televisão 24 Horas: A Redenção.

Uma série que deu aos EUA um herói contra o terrorismo depois dos eventos do 11 de setembro. Um herói de métodos questionáveis, é bem verdade… Prefiro chamá-lo de anti-herói! E como brasileira é difícil aceitar algumas situações da série, mas isso já é um outro departamento…

24 Horas é dramática, realista (ao mesmo tempo que é surrealista, por sempre estrapolar o limite do real), forte e impactante. Foi inteligente a adoção da fórmula cinematográfica, de toda a ação em tempo real… Sim, 24 Horas nos deu dias inesquecíveis. Por isso, viva os seus 10 anos!

E venhamos e convenhamos que às vezes, um Jack Bauer seria bem-vindo para salvar o dia, não é? Mas sabe, uma boa série também salva dias e como salva! E a mesma série pode fazer isso inúmera vezes, é só “rebobinarmos a fita” e voltarmos a primeira hora do nosso seriado preferido. Porque séries boas não se perdem no tempo, se tornam

 …atemporais.

Séries citadas:

25 anos, Jornalista formada pela Unesp/Bauru. Responsável pela Coluna Memória. Adora um bom livro e não dispensa uma boa música. Mas, confessa que é viciada em séries desde que se conhece por gente. Friends, Angel, One Tree Hill... Game of Thrones, Hart of Dixie, Arrow, The Vampire Diaries, The Originals...

5 Comments

  1. Gilson Machado

    Grande review! “24” era o meu seriado favorito enquanto ia ao ar semanalmente, desde a estréia, em 2001. No mesmo ano também tivemos a estréia de “Alias”, um outro seriado que eu curtia muito. Jack Bauer e o relógio que contava as horas em cada intervalo e no final de cada episódio deixaram saudades… pena que acabou. Damn it!

    Abraços,

    Gilson
    Twitter: @gilsonmachado

  2. Anônimo

    Adorei, Mirele! 24 Horas já é um clássico. Quando eu escutava a voz de Kiefer dizendo que “the following takes place between…”, eu desligava o telefone, tudo! E quando o reloginho aparecia mudo, sem o som tradicional? Tristeza na certa! Acho que reloginho mudo que mais me marcou foi o do Edgar – por falar nele, lembrei de Chloe O’Brian, fiel escudeira de Jack e personagem inesquecível também.
    Agora é esperar o filme, né?  

  3. Fernando dos Santos

    Ótimo texto,sem duvida.

    24 Horas foi certamente a série que mais sintetizou o espirito da América-pós 11 de setembro.
    Nas primeiras temporadas Jack matava e torturava em nome da luta contra o terror e seus métodos não eram questionados.No entanto com o passar do tempo a guerra ao terror empreendida pelos americanos na vida real começou a ter seu lado sujo exposto pela imprensa com denuncias de abusos cometidos em interrogatórios e isso refletiu-se nos roteiros da série a medida que o Jack começava a ser desconstruido, tendo seus metodos cada vez mais questionados pelas autoridades.
    O inicio dessa virada foi o quinto ano da série onde Jack acaba por descobrir que o grande vilão da temporada é o próprio presidente americano, o cidadão nº1 do país.Na season finale Jack começa a sofrer as consequências de seus atos passados quando é sequestrado pelos chineses e levado a China para responder pelo assassinato cometido na temporada anterior, sendo submetido a torturas durante longo periodo.No sexto ano a desconstrução do personagem continua com Jack descobrindo que sua própria familia(seu pai e seu irmão) estava tirando proveito da guerra ao terror.
    E daí pra frente Jack e seus métodos continuaram sendo questionados cada vez mais a tal ponto que o próprio personagem começou a se questionar.
    24 deixa para a história da televisão um grande personagem, uma grande série e confirmação do talento de Kiefer Sutherland que estava em baixa desde meados dos anos 90 mas deu a volta por cima com a série.

  4. Micarico

    Eu tentei rsrs Infelizmente, tem muita coisa que não dá pra colocar em detalhes porque senão vira um livro e tira a graça de cada um lembrar daqueles que considera ser os melhores momentos, mas que dá vontade dá rs

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