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Opinião Preview

1 Patricinha, 1 garçonete e 1 missão, o que esperar de ‘2 Broke Girls’?

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Com uma vaga lembrança das patricinhas Paris Hilton e Nicole Richie no reality show The Simples Life , a nova comédia da CBS tem uma dura missão: se manter na programação da emissora por mais de uma temporada. Não que o piloto de 2 Broke Girls tenha sido ruim, muito menos que a audiência tenha sido baixa – a série atraiu cerca de 19 milhões de telespectadores na estreia – e nem que as atrizes sejam fracas, Beth Behrs apesar de novata roubou a cena e Kat Dennings, de Thor, tem um ótimo tempo para comédia. É que simplesmente não vejo futuro, mas é só um palpite pessimista, porquê pensando bem, pessoas com problemas financeiros é a nova realidade nos Estados Unidos, e acompanhar essas meninas indo atrás do sucesso e do dinheiro pode ser uma boa maneira da CBS de segurar o telespectador. Bom, mas deixemos as previsões de lado e vamos ao piloto!

Americano não tem cara, e nem classe social. Eles são italianos, irlandeses, mexicanos, ricos, pobres, imigrantes, educados, rudes. Esses são os tipos mostrados em 2 Broke Girls, aliás, a diversidade começa no título, já que as duas ‘duronas’ são uma loirinha de Manhattan e sua moreninha suburbana. A crise pegou de cheio do país do Obama e nada melhor do que dar boas risadas diante da situação. Afinal, é para isso que servem as ‘sitcoms’.

– Você tem certeza que não pode trazer a viciada em metafetamina de volta? Ela era muito boa na limpeza.

– Mas os dentes dela caíram.

– Você é uma pessoa muito preconceituosa.

Com diálogos para lá de sarcásticos, o episódio de estreia apresentou bem as personagens. Max, uma garçonete de 20 e poucos anos de idade, vive com dois empregos e perambula entre o mundo dos sem grana e o mundo dos ricos. Caroline, garota da alta sociedade de Nova York, perde todo o dinheiro, família e amigos, depois do escândalo financeiro que seu pai é envolvido. A patricinha não se dá por vencida e resolve ganhar a vida do outro lado da cidade, conseguindo um emprego de garçonete. Aí começa a história.

Max e Carolina são o oposto uma da outra, mas têm a mesma força de vontade de vencer na vida. Isso é o que dá a ‘liga’ para a série.

Quando Caroline chega à lanchonete, você logo pensa: “Uh, oh. Lá vem confusão”. Mas o jeito cosmopolita chic da garota misturado à humildade descente de quem encara a nova vida de frente, logo conquista o telespectador. Caroline não é a típica patricinha sem escrúpulos que adora torturar as pessoas, ela é uma garota doce e com princípios, e de algum modo, sua falta de informação sobre o cotidiano de Max chega a beirar a ingenuidade: por exemplo, casar os ketchups e eletrocutar a colega no metrô achando que está sendo estuprada.  Mesmo assim, ela é esperta, e sabe reconhecer oportunidades quando elas aparecem. E a sua oportunidade está em Max.

Max encrenca com Caroline logo de cara. Não é por menos, a ‘riquinha’ veio apenas para dar mais trabalho para a garçonete. Mas nada que o tempo não mostrasse a recompensa, por dar um pouco de realidade á garota de Manhanttan. Max mostrou o lado duro da vida para Caroline, e Caroline mostrou para Max que não se pode ter medo dos obstáculos. No final, Max conseguiu ser mais tolerante e viu em sua parceria com Caroline algo que poderia  realmente dar certo.  Agora, as duas têm um objetivo comum: conseguir 25o mil dólares para abrir o próprio negócio. Pelo jeito, cada episódio vai girar em torno de quanto elas conseguem ganhar ou perder, já que a meta final pode ser também o final da série.

Adorei a explicação de como Caroline foi morar com Max. A garota não só conquistou seu lugar no apartamento da garçonete, como também deu uma boa lição no namorado bobo e machista de Max. Será que elas serão logo melhores amigas? Como diz Max “não se apague muito”.

Destaque também para as duas figuras da lanchonete, o oriental Lee, o russo cozinheiro Oleg, e o caixa negro tipicamente sulista, Earl. Bom, como eu disse, América não tem cara, nem pátria, e para alguns, continua sendo o país das oportunidades. Assim é Nova Iorque.

Só um lembrete, o primeiro episódio de 2 Broke Girls foi ao ar logo após a re-estreia de Two And A Half Men, isso garantiu o excelente desempenho da série na audiência. O número garantiu a melhor estreia da temporada para uma comédia. Vamos esperar quanto verão o segundo episódio.

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

2 Comments

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